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  • fernandomeligeni

Ser pai de tenista juvenil não é fácil. Vamos simplificar?

Em minhas conversas com país de tenistas vejo uma confusão muito perigosa e que precisa ser debatida.

Não tenho problema algum em dar minha opinião a respeito da carreira da molecada depois de ter jogado e conversado com mais de 130 meninos, meninas, pais e técnicos nestes dois anos.

Vou dividir este assunto em duas idades.

A primeira é a idade até os 12, 13 anos. Para mim a idade mais importante do tênis. Idade onde o garoto acaba escolhendo se joga por jogar, por paixão ou amor. Aqui a ajuda, conversa e união entre técnico e país é fundamental. Entender seu filho, ajudar a escolher caminhos, por pouca pressão de resultado e acima de tudo mostrar os valores do esporte é o mais importante. Vejo um desespero nos pais por resultado que me preocupa. Essa não é a idade de ter o campeãozinho do país. Tênis educa, direciona, mostra caminhos. Se o resultado nessa idade é mais importante que o esporte a desistência dele é quase certa. O que fazer? Achar um técnico que fale de valores, ensine ele a jogar e ser um atleta, coloque ele pronto para o passo e nas suas decisões a partir dos 13,14 anos. Ser ou não um tenista. Ou pelo menos tentar ser.

A segunda parte do processo é mais dura. Se o menino vem com uma boa base, entendeu o esporte e suas partes boas e ruins ele e você tem armas para decidir se vão ou não trilhar esse caminho.

A partir dos 15 é necessário fazer escolhas. A primeira pergunta é: filho você quer o que com tênis. A segunda é: o que você está pronto para abdicar pelo objetivo.

Não nos enganemos, os pais percebem se eles querem ou simplesmente vão treinar. Ser franco, mostrar a dificuldade ajuda no tênis e na vida. Nessa idade precisamos saber se o tênis é diversão ou futura profissão.

Este assunto poderia ter o tamanho de um livro, mas acho que o mais importante é que os pais e atletas tenham consciência do que estão enfrentando e a importância de cada etapa.

Não tratem seus filhos como o balancete da sua empresa. Não sejam torcedores cegos e resultadistas.

Seja Pai e Mãe. Sem paternalismo bobo e sem cegueira. Não percam a oportunidade social e educativa que os tênis dá. O resultado vem se seus filhos quiserem muito e forem bons. Só assim.

Boa sorte. Tudo isso vale muito a pena.


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